Combustível. Câmbio. Hospedagem. Dicas básicas de Buenos Aires.

Buenos Aires é a capital portenha e a maior cidade da Argentina. É a 2ª maior cidade da América Latina, ficando atrás de São Paulo.

Como chegar de carro:
Chegamos na cidade de ferryboat da empresa Buquebus, pra quem não sabe, fizemos uma viagem pelo sul do Brasil de carro. cortamos o Uruguai e pegamos o ferry em Colônia del Sacramento.
O trajeto foi super rápido. Em uma hora chegamos à capital portenha.

Algumas dicas sobre o Buquebus:

  • O valor da Budega (onde o carro vai) é de acordo com o peso;
  • Se estiver de carro, compre antecipadamente pelo site;
  • Tente comprar o bilhete para o final da tarde, assim você consegue conhecer Colônia com calma;
  • Atenção ao tempo de travessia. Há o bilhete de 1 hora e o de 3 horas para o mesmo percurso;
  • No Buquebus há Free Shopping e lanchonete. 😉

Ao chegar no porto de Buenos Aires, a polícia pede o documento do carro, a carta verde e a identidade de todos os passageiros. Super tranquilo.

Buquebus

Se estiver no Uruguai de carro e não quiser atravessar de Buquebus você pode seguir este caminho:

Trajeto pela estrada
Trajeto pela estrada

De qualquer forma, aconselho a pegar o Buquebus. O serviço é bom e pontual. Além de ser muito mais rápido. Na ponta do lápis, fica até mais barato do que pagar gasolina, pedágio, estacionamentos, etc.

Ah, essa dica serve também se você estiver no Uruguai e quer atravessar para Buenos Aires.

ATENÇÃO se você for de carro:

A Carta Verde é o seguro OBRIGATÓRIO nos países da Mercosul (Uruguai, Argentina e Paraguai).

Eu fiz o meu na Luma Seguros e paguei R$146,00 por 15 dias. Na fronteira a carta também é vendida, mas preferi não arriscar. Fiz tudo online e a Carta Verde chegou em 2 dias.

Carta Verde

 Vale ressaltar que se você vai atravessar a fronteira dia 30, o seguro precisa ter iniciado dia 29. O mesmo vale pra saída. Se for sair dia 5, o seguro deve terminar dia 6.

Combustível na Argentina:

A primeira coisa a saber é que na Argentina não existe abastecimento a álcool.

Em todo o país você só encontra nafta (gasolina), gasoil (diesel), GNC (GNV).

Como nosso carro é 1.0 abastecemos sempre com a nafta super, que é o equivalente a gasolina comum daqui. Só que a gasolina é pura, sem mistura de álcool.

O preço achei igual ao praticado aqui no Rio de Janeiro. Em média R$3,50 o litro (sempre se atualizar antes da viagem).

Na Argentina há redes bastante conhecidas pelos brasileiros: Petrobrás, Shell e Esso. E uma grande rede deles YPF. Abastecemos em todos esses e não tivemos problemas.

Somente atenção ao pagamento: alguns postos, principalmente na estrada, não aceitam cartões.

Polícia:

Não tivemos problemas com a polícia em nenhum momento. Levamos todos os itens obrigatórios, mas eles só pediram documento dos passageiros e a carta verde.

Para saber mais sobre itens e documentos clique aqui.

Onde ficar:

Alugamos um apartamento pelo Airbnb. Super bem localizado, perto da Santa Fé, na região da Recoleta. O apartamento era espaçoso e limpo. Na rua em que ficamos tinha padaria, mercado, farmácia, banca de jornal (que vende tudo) e por aí vai. O único defeito é que esse Ap não tem estacionamento. A anfitriã disse que poderíamos estacionar na rua. Mas fiquei com medo. Preferi pagar o estacionamento em frente. O bom é que ele funciona 24 horas. Pagamos a diária e no final paguei R$ 120,00. Achei o preço ok. Melhor do que ter problemas maiores.

“Nosso Ap”

Escolhi alugar um apartamento, pois queria me sentir uma local (sou dessas). Ir ao mercado, padaria, pedir uma pizza, ter liberdade, “me achar” uma hermana e rasgar o portuñol (quem nunca? Kkk). Aprovei a experiência!

Esse é o link do apartamento: https://www.airbnb.com.br/rooms/1934220

E esse é o link da proprietária, ela tem vários outros: https://www.airbnb.com.br/s?host_id=4843078

Em Buenos Aires aconselho hospedagem pela Recoleta ou Palermo. São bons bairros, perto de tudo e cheios de charme.

Se você for no inverno, escolha sempre uma acomodação com calefação. Faz bastante frio a noite e é melhor se prevenir.

Que moeda levar?

Então… Pergunta complicada! Rsrs.

Eu levei real, somente real. Mas #ficaadica para você levar pelo menos uns pesos se for de carro. Indo de avião você pode fazer câmbio no aeroporto.

Por que digo isso? Cheguei por volta das 18 horas e não fiz câmbio. Conclusão? Não havia casa de câmbio aberta e tive que esperar até o dia seguinte pra trocar. E apesar de existir o câmbio informal, nenhum lugar estava aceitando real. #LeideMurphy

No dia seguinte fui atrás de uma casa de câmbio, e vou te dizer hein! Perguntei a um guarda federal e achei que ele fosse me prender pela pergunta. Juro! Ele me olhou de cara feia e disse que o câmbio só poderia ser feito no banco que era longe dali e que o câmbio informal estava proibido, que nenhuma loja podia aceitar moeda diferente de peso. Blá, blá, blá!!!

Até hoje não sei se ele estava falando sério ou não.

Decidi entrar em uma banca de jornal e pedir informação (jornaleiro sempre sabe das coisas). E olha que coisa: ele me chamou em um canto e disse que ele poderia trocar o dinheiro. Confesso que fiquei desconfiada. Já ouvi relatos de notas falsas e tal. Mas eu estava sem peso nenhum e decidi arriscar. Troquei R$300,00 e fui ser feliz. Háhá!

Isso foi o que sobrou…rsrs

 Como deu certo, o jornaleiro era honesto e as notas todas verdadeiras, ele virou meu “câmbio oficial”. Todos os dias eu ia nele e nem me preocupei mais com banco.

(Não estou dizendo pra você fazer isso, ok? É apenas o que aconteceu comigo. Golpes acontecem todos os dias no mercado paralelo.)

Comida:

Nem tenho muito o que falar. Eu literalmente odiei detestei a comida Argentina. E não adianta tentar me convencer. Não rola comer purê com carne, arroz sem tempero, parrilla (quem foi que inventou que isso é bom?).

Definitivamente não curti a culinária deles. Sim, sou chata pra comer.

A minha salvação foi encontrar um restaurante brasileiro maravilhoso, ou então eu teria morrido de fome. Kkkk

A salvação da viagem…rsrs

Essa foi a única experiência ruim de Buenos Aires. Pra mim e pra minha filha. Pra quem curte uma carne vai se virar super bem.

Passeios:

Fizemos todos os passeios de Bus Turístico, mas isso eu conto em outro post.

Clique aqui para ler o diário de bordo e saber tudo sobre essa viagem de carro.

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Post Author: vidadeviajete

4 thoughts on “Combustível. Câmbio. Hospedagem. Dicas básicas de Buenos Aires.

    Italo Grassi

    (3 de outubro de 2016 - 15:34)

    Ótima explicação me ajudou muito

      vidadeviajete

      (4 de outubro de 2016 - 17:01)

      😉

    laercio spina

    (7 de dezembro de 2016 - 18:41)

    Gostei das informações vcs não tem um roteiro de sp para Buenos Aires? Eu pretendo ir de carro mas tenho muitas dúvidas, onde comprar esse cambão? Lspina11@hotmail.com obrigado

      vidadeviajete

      (7 de dezembro de 2016 - 19:33)

      Oi Laércio, tudo bem?

      O roteiro saindo de São Paulo é o mesmo que o do Rio. A diferença é que você já vai estar 6 horas na frente. rsrs
      O cambão pode ser comprado em lojas de artigos para carros.

      http://vidadeviajete.com/do-rio-a-buenos-aires/

      Abraços

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