Ouro Preto com Passeio de Trem até Mariana

Saímos de Belo Horizonte às 8 da manhã rumo a Ouro Preto. São cerca de 100km de estrada bem sinalizada e pavimentada. O caminho foi tranquilo e percorrido em 1h20min.

 

Chegamos em Ouro Preto e fomos direto para a estação de trem. A ideia era fazer o passeio no primeiro horário (10 horas) em direção a Mariana. Mas justamente na minha hora o ingresso acabou. Pode isso produção? Rsrs 

Compramos para o horário de 14:30, que era o próximo embarque. Então #ficaadica: se quiser o passeio da manhã chegue antes das 9 na estação ou compre em alguma agência de viagem. A Vale, que é a operadora do trem, não vende ingressos online.

 

  

Estação

 

O jeito era passear logo por Ouro Preto. Tínhamos bastante tempo. Essa é uma vantagem de chegar cedo na cidade.

 

Ouro Preto me lembrou um pouco Olinda/PE com todas aquelas ladeiras de paralelepípedos irregulares. Use sapatos baixos e confortáveis na cidade. Definitivamente Ouro Preto e salto não combinam.

Ruas de Ouro Preto

 

 

Logo chegamos na Praça Tiradentes, deixamos o carro estacionado em uma rua paralela em que era permitido. Só conseguimos a vaga porque chegamos cedo pois uma hora depois a cidade estava lotadaaaa.

A Praça Tiradentes é o ponto de partida pra passear pela cidade. Ali se concentra o Museu da Inconfidência, o Museu de Ciência e Técnica e o próprio Monumento a Tiradentes. Uns 2 minutos de caminhada se chega na Igreja N.S. do Carmo e mais uns 5 minutos fica a Casa dos Contos.

Praça Tiradentes

Iniciamos pelo Museu da Inconfidência (R$ 10,00). A princípio achei que fosse uma Igreja pela sua fachada… Hehe.. É porque eu não pesquisei sobre os lugares pra visitar, foi tudo improvisado na hora.  

Vai dizer que não lembra uma igreja?

 

O Museu é muito, muito, mas muito interessante mesmo. São dois andares. No primeiro é a retratação da Inconfidência Mineira. Como no dia anterior eu tinha visitado o Museu Minas Gerais Vale em BH, parece que a história toda se encaixou. Até a pequena Camille associou a história. 

O 2º andar é reservado às histórias relacionadas aos portugueses e a escravidão, além de algumas obras de Artes. Vale muito a pena! Ah, não pode tirar foto de nada. :/


Em alguns passos chegamos na Igreja Nossa Senhora do Carmo. Só deu pra ver a Igreja por fora, pois estava acontecendo um casamento. Do pátio dessa Igreja temos uma bela vista de outra Igreja.

Outra Igreja

Descemos a ladeira e fomos conhecer a Casa dos Contos. Os Contos aqui não são histórias, e sim os contos de réis. Em 1784 era chamada de Casa de Contratos e era destinada ao recolhimento de impostos. O objetivo do museu é mostrar o Ciclo do Ouro e a evolução da nossa moeda.

Pra quem vai com criança é um passeio em que elas podem associar e entender melhor a nossa moeda. Tinha criança de todas as idades lá e todas  interagindo e perguntado bastante.

Casa dos contos


Nos fundos da Casa dos Contos há uma senzala com os objetos usados pelos escravos naquela época. Há também uma cozinha e um banheiro que eles usavam de verdade. 

  

Senzala, banheiro e cozinha

 

Ainda nos fundos há o Parque Vale dos Contos, uma espécie de jardim muito bonito. Ele só parece pequeno, mas na verdade há trilhas, pontes, passarelas, escadas, mirante e até parque infantil. Só ficamos na parte dali mesmo, fica a trilha pra próxima.

Vale dos Contos

Essa andança toda nos deixou com fome. Escolhemos o Restaurante Maximu’s. Voltando da Casa dos Contos, em direção à Praça Tiradentes é do lado direito. Comida mineira de ótima qualidade e atendimento sensacional. A comida é por quilo.  

hummmmm

Abastecidos de comida conhecemos algumas lojinhas de artesanato da mesma rua. Elas são super fofas. Só pela fachada já da vontade de entrar. Ainda bem que não sou a louca das compras, só um ímã de geladeira e eu já estava satisfeita. Hehe

Uma das lojas de artesanato

Visitamos o Museu de Ciência e Técnica que pertence à Universidade Federal de Ouro Preto (R$ 6,00). O museu é dividido em setores: mineralogia, história, natural, mineração, metalurgia, física/ciência interativa e química. Ponto aqui para a parte de física interativa, onde podemos realizar alguns “experimentos”. É divertido para adulto. É divertido pra criança. 😉

Museu de Ciência e Técnica

Importante dizer que do pátio desse museu você pode tirar aquela foto incrível da Praça Tiradentes é Museu da Inconfidência. #ficaadica

Praça Tiradentes

Quando percebi a hora levei um susto! Faltava apenas meia hora para o embarque no trem e apesar de estar de carro optei por deixá-lo estacionado e peguei um táxi até a estação (R$15,00). Fiquei com medo de não ter vaga perto e também na volta. E não teve mesmo.

Os lugares do trem não são marcados. Se você quiser pegar um lugar no lado direito do trem o ideal é chegar cedo na estação.

Vagão do Trem

O embarque foi pontual. A Maria Fumaça que faz esse trajeto está em manutenção, então saiba que o trem é uma locomotiva a diesel G8. É bom se informar no site da Vale. Eu já sabia disso, então ok…

Os vagões são os mesmo independente de ser Maria fumaça ou locomotiva.

Locomotiva

O trem anda de 20 a 30km/h. É uma viagem gostosa. Mas vou pautar a minha opinião:

  • Falta um guia no trem. Pelo menos pra contar um pouco da história;
  • As paisagens não são lá essas coisas. Tá bom! Acho que criei expectativas demais;
  • Os vagões são confortáveis pro tempo de viagem e tem água à disposição;
  • O embarque foi organizado e os funcionários são atenciosos;
  • Eu faria o passeio de novo… Mas por causa do trem e não de paisagem.

   

As paisagens

Chegamos em Mariana cerca de 1 hora depois. Como fizemos o passeio da tarde, as poucas coisas que têm na cidade já estavam fechando e resolvemos voltar para Ouro Preto. Em frente à estação há um ponto de ônibus urbano que em 20 minutos faz o trajeto.
A intenção era parar na Mina da Passagem no caminho, mas quando vi já tinha passado do ponto. Fica pra próxima. 😒

O ônibus deixa bem perto da Praça Tiradentes. Lembra que eu deixei o carro ali perto? Sorte! Senão teríamos que andar bastante para buscá-lo.

A fome bateu de novo e fizemos um lanchinho mineiro. Comemos pão de queijo, mas não era qualquer pão… Era O PÃO! Um autêntico pão de queijo, enorme e com queijo mesmo dentro. Não aquela massa que a gente come por aqui (RJ). Infelizmente não lembro o nome da lanchonete, mas assim que desce do ônibus e começa a entrar na Praça ela está ali. E vende pão de queijo recheado também. 😋

Voltamos pra Belo Horizonte muito satisfeitos com o que conhecemos. E acho que você pode visita-lá em um bate-volta ou dedicar um fim de semana completo para explorar os arredores da região.

Veja aqui esse passeio em vídeo.

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Post Author: vidadeviajete